O uso do Cesto de Tesouros consiste em assegurar a riqueza das experiências do bebé num momento em que o cérebro está pronto para receber, fazer conexões e assim utilizar essas informações.
Sabemos que os cérebros dos bebés têm um crescimento, mais rápido do que em qualquer outro período de suas vidas, e que se desenvolvem ao responder a fluxos de informações provenientes do meio que os rodeia, pelos sentidos do tacto, olfacto, paladar, audição, visão e movimento corporal.
O Cesto de Tesouros reúne e oferece um foco para uma rica variedade de objectos quotidianos, escolhidos para oferecer estímulos a esses diferentes sentidos.
Ao observar um bebé com os objectos contidos no Cesto de Tesouros, podemos perceber quantas coisas diferentes ele faz com eles, olhando, tocando, apanhando-os, colocando-os na boca, lambendo-os, balançando-os, batendo com eles no chão, juntando-os, deixando-os cair, seleccionando e deixando cair os que menos “gosta”.
O bebé utiliza um objecto em suas mãos e boca como uma maneira de comunicar de forma risonha com o adulto próximo a ela, ou com outra criança sentada próxima ao Cesto.
A concentração dos bebés nos conteúdos de um Cesto de Tesouros é algo impressionante. A atenção concentrada dos bebés pode durar até uma hora ou mais.
Segundo Vygotsky:
O brinquedo cria na criança uma nova forma de desejos a um “eu” fictício, ao seu papel no jogo e suas regras. Desta maneira as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de acção real e moralidade. (Vygotsky, 1998, p. 131)



